Faculdade é uma coisa estranha. Eu sempre achei que seria um exemplo de organização, tudo limpinho e bonito, com pessoas te dando boas-vindas durante todo o primeiro mês e sorrindo, sorrindo... tá, eu fantasiei bastante, eu sei. E é claro que já sabia que a USP não seria assim, mas, é difícil imaginar que a maior universidade da América "Latrina" - como diria o nobre professor Alves - seria esse caos!!!
Muito se ouve sobre a USP e a verdade é que só sabe mesmo como é quem está lá. E efetivamente lá, não somente nas festas de lá.
Na primeira semana em que tivemos aula de verdade eu agi como uma bixete perdida comum: não sabia onde era a Xerox, ficava rondando atrás da biblioeteca (e só achei ontem!), olhava em volta toda hora com os olhinhos brilhando de alegria e, acima de tudo, de medo. Sim, medo porque aquilo é realmente uma bagunça. Tive que achar meu nome em 4 listas. Só que ele poderia aparecer quatro vezes nas 20 ou 30 listas que haviam lá e não, não eram listas dentro do famoso sistema Jupiter-Web, em que era possível apertar o "CTRL+F" e achar o nome facilmente - viva a tecnologia! -; não. Listas de papel, pregadas em um mural cheio de gente em volta, se acotovelando pra descobrir onde diabos iam ter suas maravilhosas 4 matérias.
Confesso que essa parte foi realmente decepcionante. A tão renomada USP tem um prédio horroroso, os banheiros não têm tranca em suas cabines (pra quê servem os pés?), quando chove o "pátio", por assim dizer, vira um lamaçal e o calor, ai como eu odeio aquele calor dentro das salas - minúsculas, por sinal.
Mas estar lá dentro é estar na USP. Dentro dela, tendo as aulas, abrindo as mais variadas janelas do conhecimento. É claro que isso soa nerd (e é), mas não posso negar que tenho muito prazer em ter aula, apesar de tudo. E é por isso que faculdade é uma coisa estranha. Como eu disse, quem está na USP sabe como é: você reclama, reclama, reclama, mas sabe que - ao menos em boa parte das áreas - é a melhor universidade que você pode estudar. É só levar à sério.

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