Girl In The Plastic Bubble

30 novembro 2006

Eu não sei lidar com a morte. Não sei mesmo. Já perdi um avô querido quando tinha 12 anos e, há 2 anos atrás, uma colega da escola morreu baleada. Fui ao velório e ao enterro, vi a mãe desesperada chorando junto ao caixão, a irmã saindo com o pai para não ver a cena triste do caixão sendo içado para baixo da terra.

Para mim já chega, não quero mais ver ninguém morrendo.

Eu não queria ver o Gigek nesse estado, mas teria me sentido melhor. Sentiria que fiz algum sacrifício por ele, já que ele fez tantos por tanta gente em vida. Não pude doar sangue, mas planejava ir nesse fim de semana, logo depois de voltar de Alphaville. Lamento demais não ter conseguido.

O pior foi ter chegado até o cemitério e não ter sequer conseguido entrar. Me senti inútil, babaca, impotente. Mas não há nada o que fazer, agora.

A idéia do Douglas, do Tio Bob, é ótima. Temos que levar para frente, fazer alguma coisa. Campanhas de doação de sangue nos shows, ajuda para casa de crianças com câncer... tudo isso vai nos aproximar do Gigek, que mesmo na UTI mobilizou todo mundo, fez o hospital bater récorde de doações. Isso é muito bom.